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Gene pode prever risco de psicose entre usuários de maconha

Cientistas britânicos identificaram um gene que pode ser utilizado para prever o quanto um jovem usuário de maconha é suscetível a desenvolver psicose. De acordo com o estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Exeter e do University College London (UCL), cerca de 1% dos usuários de maconha desenvolvem esse tipo de alteração mental. A pesquisa, publicada nesta terça-feira, 16, na revista científica Translational Psychiatry, também mostra que as mulheres que fumam maconha são potencialmente mais suscetíveis que os homens à perda de memória de curto prazo provocada pela droga. 

De acordo com os autores do estudo, pesquisas anteriores já haviam sido feitas com foco em pessoas que já sofrem com psicose. Mas o novo trabalho observou pessoas saudáveis e examinou suas respostas agudas, isto é, como a droga afeta suas mentes. Um estudo anterior havia determinado uma ligação entre o gene AKT1 e pessoas que já haviam desenvolvido psicose. No novo estudo, Celia Morgan, professora de psicofarmacologia da Universidade de Exeter e Val Curran, do UCL, descobriram que jovens com uma variação no gene AKT1 experimentam distorções visuais, paranoia e outros sintomas psicóticos de forma mais acentuada quando estão sob influência da maconha. 

Maconha ficou três vezes mais potente em 20 anos, indica pesquisa

A maconha consumida hoje em dia é muito mais potente do que a utilizada há 20 anos, segundo cientistas. Um estudo com cerca de 39 mil amostras da droga apreendidas nos Estados Unidos entre 1995 e 2014 mostra que os níveis de THC, o componente alucinógeno dacannabis, aumentaram de 4% para 12% nesse período, ou seja, triplicaram.

Segundo os pesquisadores, da Universidade do Mississippi, esse aumento de potência coincide com uma elevação nos atendimentos de urgência relacionados ao uso de maconha no país. De 2005 a 2010, o número subiu 53,6% entre os homens  e 42,9% entre as mulheres.

O estudo também mostrou que, embora o THC tenha aumentado nas amostras, a quantidade de canabidiol, outra substância ativa, diminuiu. Os níveis registrados passaram de 0,28, em 1995, para menos de 0,15, em 2014. O canabidiol tem sido bastante estudado por causa de seus supostos benefícios para pacientes com epilepsia grave.

Brasil tem a cocaína mais forte e barata do mundo, diz estudo

O Brasil tem a cocaína mais barata do mundo: 12 euros por grama. O preço médio global é de 75 euros por grama. Entre os usuários que compraram sua própria cocaína, 52% tiveram a oferta de uma cocaína mais forte. Os dados são do Levantamento Global de Drogas 2015 (GDS, na sigla em inglês), uma das mais respeitadas pesquisas online sobre o consumo de substâncias lícitas e ilícitas no mundo

O estudo, organizado por pesquisadores do Kings College London, na Grã-Bretanha, mostrou ainda que 12,84% dos participantes brasileiros usaram cocaína no último ano. Além disso, o brasileiro consome, em média, uma quantidade maior de cocaína em um dia, em relação aos usuários dos outros países (1,5 grama por sessão, em comparação com 0,4 grama. Não à toa, nós também somos os que mais procuram serviços de emergência após o uso da substância: 3,5% dos usuários no último ano procuraram ajuda média, em comparação com apenas 0,4% na média mundial."O fácil acesso e a maior pureza da cocaína brasileira favorecem o consumo. Quase um terço das pessoas disseram usar 2 gramas ou mais por vez", disse Clarice Madruga, pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo e organizadora da pesquisa no Brasil.

Comunicado: Carnaval 2016

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