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Políticas Sobre Drogas dá treinamento para evitar recaídas dentro de unidades prisionais

Cerca de 50 profissionais de 20 unidades prisionais da capital e Região Metropolitana de Belo Horizonte, participaram, nesta quinta-feira (09.03), na Cidade Administrativa, de uma capacitação para a abordagem de prevenção de recaída à substâncias psicoativas aos detentos do Estado. A iniciativa é da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Minas Gerais (Sesp-MG), por meio da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas (Supod) e da Subsecretaria de Integração de Segurança Pública (Sinsp).

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O objetivo é treinar psicólogos e assistentes sociais que atuam em unidades prisionais para oferecer um apoio qualificado ao preso que já foi usuário de drogas ilícitas, reduzindo a possibilidade da reincidência e, consequentemente, buscando a redução da criminalidade.

As palestras abordaram os diferentes tipos de drogas; os critérios que classificam pessoas como dependentes; políticas públicas sobre drogas no Estado; práticas de habilidades para lidar com situações de risco e um planejamento de estratégias de enfrentamento.

A subsecretária de Política sobre Drogas, Patrícia Magalhães, destaca que no sistema prisional há um grande número de indivíduos que chegam às unidades com um quadro de uso abusivo de substâncias psicoativas e dependência química e, esta situação, torna ainda mais complexo o processo de cumprimento da pena e reintegração social. 
“Nós temos uma grande preocupação em buscar a capacitação dos profissionais que lidam diretamente com essas pessoas. Precisamos ser sensíveis a esta causa e acreditar que juntos podemos alcançar a mudança que necessitamos, construindo algo novo, visando uma sociedade melhor”, explicou.

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Essa foi a primeira turma do curso que pretende capacitar todos os psicólogos e assistentes sociais de unidades prisionais da capital, Região Metropolitana e Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps) com sedes nos municípios de Uberaba, Divinópolis, Governador Valadares, Montes Claros, Unaí e Sete Lagoas.


A Supod


A finalidade da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas (Supod) é criar, implantar e implementar a Política Estadual Sobre Drogas em Minas Gerais, além de inserir no contexto outros atores sociais, fundamentais à mudança de paradigma do usuário e dos serviços de atenção ao dependente.

A política desenvolvida em Minas Gerais unifica estratégias de prevenção, atenção ao dependente químico, assistência especializada e mobilização comunitária, embasadas em evidências científicas e legitimadas pelo diálogo com diversos setores da sociedade.

Matéria: Poliane Brandão

Foto: Carlos Alberto/Imprensa MG

O segredo da Islândia para fazer com que seus jovens deixassem de beber e fumar

Na Islândia, não é moda entre adolescentes consumir bebidas alcoólicas. E encontrar um jovem que fume tabaco ou maconha é até difícil.

Jovens Islândia

Os dados sobre o uso de substâncias que causam dependência expõem um cenário em que apenas 5% dos jovens entre 14 e 16 anos dizem ter consumido álcool no mês anterior.

Além disso, apenas 3% dizem fumar tabaco diariamente e 7% consumiram maconha ao menos uma vez nos últimos 30 dias.

 

Enquanto isso, a média europeia é de 47%, 13% e 7%, respectivamente. Na América Latina, 35% dos jovens entre 13 e 15 anos dizem ter consumido álcool no último mês e 17% fumam diariamente, segundo dados da Unicef.

Mas a Islândia nem sempre foi um modelo a se seguir: no final dos anos 90, era um dos países europeus com maior incidência de consumo de álcool e tabaco entre jovens.

Como foi possível transformar, em menos de duas décadas, os hábitos de adolescentes no território de pouco mais de 300 mil habitantes?

Pesquisa de comportamento

As razões do êxito islandês estão no programa Youth in Iceland (Juventude na Islândia), iniciado em 1998, cujo pilar está na pesquisa contínua dos hábitos e preocupações dos adolescentes.

"Se você fosse o diretor de uma empresa farmacêutica, você não lançaria um novo analgésico no mercado sem fazer uma pesquisa prévia", disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, Jón Sígfusson, diretor do Centro Islandês para a Pesquisa e Análise Social, responsável pelo Youth in Iceland.

"É o mesmo com qualquer setor, desde a agricultura à infraestrutura. Por que não seria assim quando se trata de jovens?", pergunta, retoricamente.

"Muitas vezes se atua em função apenas de impressões. E isso é muito perigoso. É preciso ter informações que sejam confiáveis e, a partir disso, podem ser tomadas decisões", explica Sígfusson.

Ele explica que o programa mapeia, por meio de questionários aplicados a cada dois anos, adolescentes de todas as escolas do país.

Entre outras variáveis, são coletados dados sobre padrões de consumo, características das famílias, evasão escolar e problemas emocionais dos jovens.

Com esses elementos, são elaborados informes específicos para cada distrito e escola.

"Fazemos a coleta de dados e, dois meses depois, as escolas recebem os resultados novos", destaca o responsável pelo programa.

Responsabilidade dos adultos

O passo seguinte é analisar esses dados num trabalho conjunto entre escolas, comunidades e municípios, que identificam os principais fatores de risco e proteção contra o consumo de álcool e drogas.

A partir daí, pensa-se em como fortalecer os segundos e enfraquecer os primeiros.

"Nada aconteceu de um dia para o outro. Mas foi possível atuar porque os dados nos ensinavam, por exemplo, a grande importância do fator parental", indica Sígfusson.

"Isso mostrou a necessidade de informar os pais e lhes explicar que eles são o principal fator preventivo para seus filhos: passar tempo com eles, apoiá-los, controlá-los, vigiá-los", explica.

Segundo o diretor do Youth in Iceland, antes de começar o programa, uma das principais medidas preventivas que era ensinar às crianças os efeitos negativos do uso de drogas.

Porém, essa ação sozinha não funcionava. Foi então que o enfoque sofreu uma drástica mudança.

"Os responsáveis não são as crianças, e sim nós, adultos. Devemos criar um entorno onde eles fiquem bem e tenham a opção de preencher seu tempo com atividades positivas. Isso diminui a probabilidade de eles consumirem substâncias maléficas", afirma.

Os estudos mostraram que a maior participação em atividades extracurriculares e o aumento do tempo passado com os pais diminuem o risco de se consumir álcool e outras substâncias.

Por isso, a Islândia aumentou os recursos destinados à oferta de atividades para adolescentes, como esportes, música, teatro e dança.

E desde 2002 foi proibido que, salvo exceções, as crianças menores de 12 anos e adolescentes de 13 a 16 anos andem sozinhos na rua depois das 20h e das 22h, respectivamente.

Projeto internacional

Os resultados obtidos pela Islândia levaram à criação, em 2006, do programa Youth in Europe (Juventude na Europa), cujo objetivo é expandir a metodologia do país nórdico a outras localidades do continente.

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"Nunca trabalhamos com países inteiros porque, por um lado, é muito difícil ter o apoio do governo nacional. E, sobretudo, porque este é um trabalho que deve ser desenvolvido a nível local", afirma Sígfussen, que também dirige o projeto europeu.

Todas as cidades participantes conduzem os mesmos questionários. Assim elas têm uma ideia dos hábitos dos adolescentes e dos fatores de risco e proteção em cada lugar.

"Essa metodologia é participativa, comunitária e se faz de baixo para cima, baseada em evidências científicas. É o que nós tentamos imitar do modelo da Islândia", aponta Patricia Ros, diretora do Serviço de Prevenção de Vício da Prefeitura de Terragona, que participa desde 2015 do Youth in Europe.

Foram coletados dados de 2,5 mil jovens de escolas do município espanhol.

"São coisas tão óbvias que todo mundo sabe", diz Ros. "O esporte, por exemplo. Qualquer criança de 5 anos entende que quem pratica esporte se droga menos. Mas o que não entendem é que quando a criança passa para ensino secundário (entre 12 e 16 anos), pelo menos em Terragona, não há mais atividades extracurriculares", afirma.

"Então, claro que é o esporte. Mas temos que colocá-lo ao alcance da maioria desses adolescentes que, quando acabam as aulas, não têm muitas alternativas ao ócio", acrescenta.

Como no caso islandês, as medidas tomadas após a análise dos dados dependerão de cada momento e de cada bairro.

A exemplo do que acontece na cidade espanhola, cada município participante adota a metodologia islandesa para buscar suas próprias respostas.

"Claro que as culturas são diferentes. Não podemos dizer que o que funciona na Islândia vai funcionar em outros lugares", diz Sigfusson.

"Mas se estivermos num município, digamos, da América Latina, e trabalharmos com gente de lá que conhece como funciona seu sistema, o primeiro passo seria a realização de uma mapeamento para ver como é a situação. E partir daí, localizaríamos os fatores preventivos para se avançar", explica.

"Alguns me dizem que é um enfoque quase ingênuo, porque é muito lógico. Mas é assim mesmo", conclui.

BH sedia Seminário para discutir políticas sobre drogas e reúne mais de 400 técnicos de todo o Estado

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Nesta segunda-feira, 13.02, cerca de 400 pessoas vindas de diversas regiões do Estado estão reunidas no auditório JK, na Cidade Administrativa, para participar do I Seminário de Comunidades Terapêuticas e Comunidades Afins do Estado de Minas Gerais. Os técnicos que atuam na prevenção, acolhimento e reinserção de dependentes químicos em comunidades terapêuticas e demais entidades ficarão reunidos ao longo do dia para discutir o fomento e o fortalecimento das políticas públicas voltadas para o tema do uso de álcool e outras drogas em Minas Gerais. O evento é uma promoção do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

Na abertura do seminário, 16 jovens que compõem a Orquestra Violões sem Fronteiras, da Associação Projeto de Vida – Prevenção ao Uso indevido de Drogas, do município de Contagem, realizaram uma apresentação repleta de violões, violinos, flauta e demais instrumentos percussivos. A jovem orquestra demonstrou a importância dos projetos de prevenção e os resultados alcançados quando há persistência e dedicação de todos os envolvidos.

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Um dos temas mais esperados pelo público é a divulgação do novo edital de chamamento público para a Rede Complementar de Suporte Social em Atenção ao Dependente Químico. Este ano, o documento traz uma novidade: será aberto não apenas às comunidades terapêuticas voltadas para a internação, acolhimento e reinserção de pessoas com problemas com álcool e drogas, mas também para projetos que trabalhem com a prevenção, reinserção social, geração de trabalho e renda, profissionalização e qualificação.

A expectativa da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas (Supod), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), é que haja uma ampliação da rede complementar, passando de 22 entidades conveniadas para até 52. Desta forma, o recurso será mais bem distribuído no Estado e atenderá de forma mais ampla os três eixos de atuação da área - prevenção, internação e reinserção.

Para a subsecretária de Políticas sobre Drogas, Patrícia Magalhães Rocha, o primeiro seminário marca um novo momento das ações e políticas sobre drogas no Estado. “Precisamos construir um caminho novo. Estamos com uma lei nova em vigor e é preciso o fortalecimento e a união de todos os equipamentos disponíveis para que possamos atender as demandas específicas de cada usuário. Sabemos que sozinhos não podemos resolver tudo. O momento agora é de união”, disse a subsecretária na abertura do evento.

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O secretário adjunto da Sesp, Aílton Lacerda, destacou a importância do evento no sentido de permitir a reflexão sobre os desafios diários que todas as pessoas envolvidas no trabalho da prevenção, acolhimento e reinserção enfrentam. Para Lacerda, “lidar com esta política não é tarefa fácil. Somos desafiados a criar algo novo a todo o momento. Estamos aqui reunidos com a pretensão de estreitar as parcerias com as comunidades terapêuticas e entidades afins e melhorar cada vez mais o nosso atendimento”.

Programação
Além da apresentação do edital de chamamento público, serão debatidos também A Importância dos Fóruns Estaduais e sua implantação, por Egon Schlüter, presidente da Confederação Nacional das Comunidades Terapêuticas e a Lei 13.019 - Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, por Iria Pereira de Melo, assessora técnica da Secretaria de Estado de Governo (Segov).

Matéria: Flávia Lima

Fotos: Carlos Alberto/Imprensa-MG

I Seminário de Comunidades Terapêuticas e Entidades Afins de MG

A Secretaria de Estado de Segurança Pública por meio da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas, convida para o I Seminário de Comunidades Terapêuticas e Entidades Afins do Estado de Minas Gerais.

 

 

ENDEREÇO: Rodovia Papa João Paulo II, nº 3701 - Bairro Serra Verde - Belo Horizonte/MG

INFORMAÇÕES: (31) 3915-5989

 

HAVERÁ CERTIFICAÇÃO AOS PARTICIPANTES DO EVENTO

 

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