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Nota Explicativa

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Assunto: Prazo para envio da data de realização das Conferências Municipais e/ou Regionais.

 

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Resultado Parcial do Edital de Chamamento Público 06/2017 – Segunda Chance

A Comissão de Seleção designada pela Resolução SESP nº 35/2017 torna pública a classificação das propostas técnicas nos termos da Cláusula 12 - Da Seleção, item 12.4.1.7 do Edital:

 

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Pesquisa aponta que maioria de usuários conhecem as drogas na infância e adolescência

De mais de 13 mil atendidos pelo Centro de Referência Estadual em Álcool e Drogas no ano passado, mais de 2,3 mil dizem ter experimentado drogas quando crianças

Cread/Sesp/Divulgação
No Cread, dependentes e seus familiares recebem atendimento especializado (foto: Cread/Sesp/Divulgação)

Entre cada 10 dependentes químicos em Minas Gerais, cerca de oito iniciaram nas drogas com idades entre 5 e 17 anos. Os dados divulgados pelo Centro de Referência Estadual em Álcool e Drogas (Cread), da Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MG), acedem a luz de alerta para os pais, diante do aumento do consumo de entorpecentes no estado: o número de atendimentos na instituição cresceu em 17,4% nos dois últimos anos, saltando de 11.351 pessoas em 2015, para 13.324 em 2016.

A maioria de atendimentos no ano passado foram pedidos de ajuda por meio de telefone, num total de 5.797 pessoas (43,5%). Dentre as modalidades de atendimento – telefone, presencial ou grupos familiares ou de ajuda mútua – mais de 2,3 mil pessoas se viciaram quando crianças, com idades entre 5 e 11 anos. Outro dado preocupante, é que 49% dos dependentes químicos concluíram o ensino fundamental, o que realça a importância da rede de educação infantil no combate às drogas. A maioria de usuários, 86,7%, são do sexo masculino.

 

 


Atualmente, Centro de Referência Estadual em Álcool e Drogas oferece 1.140 vagas mensais em 23 instituições e comunidades terapêuticas conveniadas com a Subsecretaria de Políticas Sobre Drogas (Supod), da Sesp. São três modalidades de atendimento: ambulatorial, permanência dia e abrigamento. No Cread são dadas orientações e assistência para os familiares e usuários, por equipes de psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros. São indicados grupos de mútua ajuda e, até mesmo, a internação a partir do primeiro contato.

O centro de referência atua com a ideia de acolhimento, da troca de experiências e da mútua ajuda. Cada cidadão tem atendimento individual e personalizado, e recebe orientações não só de questões relacionadas à dependência química, como também de ações que buscam o bem-estar físico e emocional, além da reinserção social.


De acordo com o Superintendente de Acolhimento Integral ao Usuário de Drogas, da Sesp, Lucas Israel, a maioria das pessoas que busca o Centro de Referência em Álcool e Drogas faz isso por iniciativa própria.


Israel também explica que, mesmo após o encaminhamento do usuário para uma comunidade terapêutica, para internação, por exemplo, há continuidade do trabalho do Cread. “Após um período de dez dias que a pessoa foi encaminhada para uma unidade conveniada, entra-se em contato com a família, para acompanhar o processo e estimular a participação dos familiares durante o tratamento”, explica o superintendente.

Ajuda mútua e familiar na prevenção de recaídas

Além dos grupos de mútua ajuda, voltados para os dependentes, que se reúnem para compartilhar experiências e esperanças, o Cread também oferece reuniões de ajuda para familiares e amigos. Nesses grupos é realizado um trabalho de prevenção de recaída e orientação sobre como lidar com a situação no convívio doméstico.

O Cread tem por finalidade, ainda, a manutenção de um banco de dados que propicie a avaliação do perfil epidemiológico dos usuários. Os dados são coletados a partir da integração com os serviços do Programa Rede Complementar de Suporte Social na Atenção ao Dependente Químico, da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas da Sesp, e do Programa Aliança Pela Vida, da Secretaria de Estado de Saúde.


As pesquisas identificam dados importantes para nortear as ações de combate às drogas no estado e também servem para conscientizar a população das relações socioeconômicas nas quais estão inseridos os dependentes químicos. “Apesar de o foco ser o afastamento das drogas, tenta-se ver a pessoa como um todo. O uso de entorpecentes traz, principalmente, problemas sociais e financeiros.”, destacou o superintendente Lucas Israel.

A partir da análise dos dados coletados de 2004 a 2016, é possível dizer que o perfil dos atendidos é predominantemente do sexo masculino, adultos, solteiros, com baixa escolaridade, desempregados ou em trabalho informal e de baixa renda familiar. Além disso, a maioria iniciou o consumo de droga na adolescência, pelo tabaco ou álcool e possui algum familiar usuário ou dependente.

Por telefone um canal prático de atendimento

Por meio do LigMinas (155 opção 1) usuários de drogas, familiares e público em geral também são orientados sobre serviços prestados pelas instituições integrantes da Rede de Atendimento de sua localidade e daquelas conveniadas com o governo de Minas. A ligação é gratuita, inclusive de celular. O atendimento é disponibilizado de segunda a sábado, entre 7h e 19h. O Cread funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 17h, na Rua Rio de Janeiro, 471, 3ºandar, no Centro de Belo Horizonte.

Fonte: Estado de Minas

Nanuque recebe Encontro sobre Drogas no Fórum Regional

Cerca de 50 pessoas das áreas de assistência social, segurança e saúde se reuniram na noite de quarta-feira, 02.08, no auditório da Secretaria de Assistência Social da cidade de Nanuque, Território Mucuri, para participar do Encontro Regional de Políticas Sobre Drogas, como parte das ações de segurança pública do Fórum Regional do Governo de Minas daquele território.

O projeto, idealizado pela Subsecretaria de Políticas Sobre Drogas (Supod), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), pretende unir as esferas estaduais e municipais para o desenvolvimento de uma política pública eficiente no Estado. Os encontros são instrumentos de participação social nas atividades de planejamento, gestão e controle nas ações ao combate de uso de drogas. O objetivo é fortalecer os Conselhos Municipais de Políticas sobre Drogas (Comad) nas cidades mineiras, promovendo a implantação de políticas institucionalizadas em parceria com as prefeituras.

Em Nanuque, a novidade foi o anúncio da criação do Comad no município, um desejo do governo municipal que agora está se tornando realidade. De acordo com a secretária de Assistência Social do município, Claudia Almeida, a gestão municipal já vinha desenvolvendo ações de auxílio aos usuários e dependentes químicos. Mas, segundo ela, a criação do Comad chega para fortalecer essa luta. "Com o apoio do Conselho tenho certeza que vamos conseguir realizar um trabalho muito mais eficiente e, principalmente, dialogar com o Estado para conseguirmos cada vez mais apoio", comentou.

Para o delegado e presidente do novo conselho em Nanuque, Luiz Bernardo Rodrigues de Morais, este é o pontapé inicial para que o município tenha políticas assertivas de combate ao uso nocivo do álcool e outras drogas.

A Subsecretária de Políticas Sobre Drogas da Sesp, Patrícia Magalhães, falou da importância do trabalho de prevenção ao uso de drogas, principalmente com crianças e jovens. "Nós temos um estudo que mostra que mais de 60% dos usuários de drogas em no Estado são da faixa de 12 a 17 anos e mais de 17% desses dependentes tem idade entre 5 e 12 anos. Isso representa uma preocupação enorme, pois mostra que nossos jovens estão iniciando nos vícios cada vez mais cedo. Se não formos eficientes na prevenção, vamos ter problemas muito sérios em várias esferas no futuro" comentou.

Patrícia ainda ressaltou a importância dos Comads para que o estado possa realizar um trabalho mais eficiente. "O trabalho que cada conselho desempenha nos municípios é fundamental para subsidiar o governo com informações para que possamos pensar em políticas e alternativas de ações", disse.

 

Comad's

Ativos em 150 municípios de Minas Gerais, os Comad's são órgãos de interesse público, que assessoram o gestor municipal no planejamento e execução de políticas sobre drogas. Pela legislação eles devem ser constituídos por representantes dos órgãos do governo municipal que desenvolvam atividades diretamente ligadas ao tema drogas, como por exemplo, a Secretaria de Educação, de Saúde, de Segurança Pública, Conselho Tutelar, da Criança e do Adolescente, do Trabalho e Emprego, de Esporte e Lazer e de Assistência e Ação Social.

Texto e fotos: Poliane Brandão